todos os fatos, novidades e destemperamentos que eu queria comentar com mais de 5 pessoas mas tive preguiça de ligar.

27.10.09

sobre o desleixo

Enquanto eu estiver perdendo só as minhas coisas, tá tudo ótimo. Tenho perdido coisas. Entre amarrar todos os meus pertences com um barbante e criar uma teoria que me isente da falta de cuidado, fiquei com a segunda opção.

Quem já viu aquele filme "quem somos nós?", que divaga cheio de gracinhas sobre uns temas intimidadores da física, e já ficou grilado com as múltiplas possibilidades da matéria vai entender melhor meu ponto. As coisas, assim como as pessoas, tem carmas e destinos e partículas que atraem e repelem tudo ao redor.

Por exemplo, quando compramos um óculos, ele vem de algum lugar e é feito de alguma coisa. Por algum motivo desse nosso sistema, você acha que ele te pertence porque você deixou uns dinheiros na loja para tê-lo em sua cabeça. Mas isso é mentira. Ele não é seu, o que foi pago foi apenas uma breve permissão de companhia. Ele está com você e não adianta pagar seguro, pendurar cordinha nem amarrar a caixa na bolsa, quando ele quiser ir embora, ele vai.

Pois bem. Assim todos os contratempos que temos com objetos podem ser entendidos como o seguimento de seus cursos naturais, por isso que batemos o carro, perdemos os celulares e manchamos roupas. Não é nossa culpa. Me parece também que quanto maior nossa simpatia pelo bem, maior a chance de perder, deve ter uma relação inversa de gostar muito/tempo permitido de pemanência na posse.

Pronto, muito fácil me convencer.

Um comentário:

~* Ana Voiss disse...

pois me convenceu. afinal não precisamos sempre desses consolos para controlar angústias ?

o tempo passa e esses consolos se tornam cada vez mais complexos.. devo admitir que vc mandou deveras bem, obrigada.